Logomarca Paulo Marques Notícias


04/06/2026 | 06:23 | Política 2 min de leitura

Câmara dos EUA ordena fim da guerra no Irã com voto simbólico para limitar poderes de Trump

Medida simbólica precisa passar pelo Senado, onde republicano tem maioria, antes de ir para a sanção presidencial

Compartilhar:
Medida simbólica precisa passar pelo Senado, onde republicano tem maioria, antes de ir para a sanção presidencial
Trump pode vetar a medida. KENT NISHIMURA / AFP

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (3), uma resolução que ordena a retirada de tropas americanas do Irã e limita os poderes do presidente Donald Trump no conflito. A medida busca o desautorizar novos ataques sem a permissão do Congresso.

A resolução é principalmente simbólica, devido ao direito de veto do presidente americano.

"O Congresso ordena ao presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irã", diz o texto.

A resolução foi aprovada por 215 votos a 208. Quatro parlamentares republicanos — o partido de Trump — deram apoio à oposição. Os membros democratas do Comitê de Relações Exteriores saudaram a "mensagem firme e inequívoca dirigida a Donald Trump pelos americanos".

— Chegou o momento de encerrar essa guerra ilegal e profundamente impopular — disseram os democratas.

Trâmite no Senado

Uma resolução semelhante passou por uma etapa-chave do processo no Senado no mês passado, e sua aprovação na câmara alta pode ocorrer nesta semana. Caso o texto seja aprovado por ambas as câmaras após o trâmite parlamentar, Trump deve vetá-lo.

Segundo a Constituição americana, somente o Congresso tem o poder de declarar guerra.

Negociações

O presidente Donald Trump afirmou, nesta quarta, que as negociações com o Irã estão indo "muito bem" e que podem ser concluídas "neste fim de semana", embora não tenha descartado a possibilidade de fracassarem.

— Ouvi dizer que a negociação está indo muito bem — declarou a jornalistas no Salão Oval.

Trump já havia afirmado na sexta-feira passada que tomaria sua "decisão final" sobre as negociações, mas o fim de semana transcorreu sem qualquer resultado oficial.

* AFP

Fonte: GZH
Mais notícias sobre POLÍTICA