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26/12/2025 | 13:26 | Polícia 2 min de leitura

Ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai

Condenado a 24 anos e seis meses no processo de tentativa de golpe de Estado, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina

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Condenado a 24 anos e seis meses no processo de tentativa de golpe de Estado, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina
Silvinei Vasques teria integrado núcleo 2 da trama golpista. MATEUS BONOMI / Agif/Agência Estado

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso no Paraguai nesta sexta-feira (26) durante fuga. Ele estava no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção.

Conforme publicou a jornalista Andreia Sadi, no g1, Vasques tentava embarcar para El Salvador. Ele teria rompido a tornozeleira eletrônica ainda em Santa Catarina, o que disparou alertas para as fronteiras. Também foi acionada a adidância brasileira no país vizinho.

Quando capturado, Vasques utilizava um passaporte paraguaio, que apesar de original, não correspondia à sua identidade. Vasques foi abordado e preso pelas autoridades paraguaias ao tentar deixar o aeroporto.

O ex-número 1 da PRF — condenado por ações para impedir a votação de eleitores em 2022 — foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai e, após audiência de custódia nesta sexta, deve ser entregue às autoridades do Brasil.

Quem é Silvinei Vasques
Diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2021 e 2022, Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Segundo a Corte, ele integrou o chamado núcleo 2 da trama golpista, responsável por ações de articulação institucional e pelo uso da estrutura da PRF para dificultar o deslocamento e a votação de eleitores no Nordeste durante o segundo turno das eleições de 2022 — região onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva era favorito.

A Vasques foram imputados os crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Paranaense, de 48 anos, Vasques ingressou na PRF em 1995. Ao longo da carreira, foi coordenador-geral de operações e ocupou cargos de direção, entre eles o de superintendente da PRF em Santa Catarina. Antes de assumir a direção-geral da corporação, atuou como superintendente da PRF no Rio de Janeiro, entre 2019 e 2021. Neste ano, exerceu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município de São José (SC).

Fonte: GZH
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