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16/12/2025 | 09:39 | Polícia 2 min de leitura

PF prende desembargador federal suspeito de vazamento de operação contra TH Joias

Macário Ramos Júdice Neto atua no TRF2. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é alvo de busca na ação desta terça-feira

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Macário Ramos Júdice Neto atua no TRF2. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é alvo de busca na ação desta terça-feira
Macário Ramos Júdice Neto é desembargador do TRF2 e foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira. Universidade Federal do Espírito Santo / Reprodu

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (16) o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro. Ele foi alvo de uma operação que investiga o vazamento de informações sobre a Operação Zargun, que prendeu o deputado TH Joias. 

O magistrado foi o responsável por expedir o mandado de prisão do parlamentar à época. Júdice Neto foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca. As ordens judiciais são do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o g1, a segunda fase da Operação Unha e Carne cumpre ainda 10 mandados de busca e apreensão, um deles contra o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso na primeira etapa.

Operação Zargun 

Na Operação Zargun, realizada em 3 de setembro e que teria sido vazada por Bacellar, um dos alvos foi o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias. O parlamentar é investigado pela PF por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Outra frente de investigação, liderada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), aponta que TH se aproveitou do seu mandato para indicar e nomear membros do Comando Vermelho (CV) a cargos na Assembleia.

O parlamentar e seus comparsas são acusados de dificultar operações policiais contra o grupo criminoso e negociar a compra e venda de armas para o CV. TH Joias também é suspeito de operar um esquema de corrupção na Alerj em favor da facção, segundo o MPRJ.

Fonte: GZH
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