23/11/2025 | 16:38 | Polícia 2 min de leitura
Embarcações foram abordadas perto da Ilha da Madeira; 10 brasileiros foram presos em operação internacional
Dois barcos pesqueiros que partiram de Santa Catarina carregando cocaína foram interceptados pela Marinha Francesa na madrugada de sábado (23), durante a operação internacional “Renascer”. A ação foi realizada em conjunto com autoridades policiais portuguesas e ocorreu próximo à Ilha da Madeira, a cerca de mil quilômetros de Lisboa.
Segundo a Interpol, 10 brasileiros foram presos e mais de 7 toneladas de cocaína foram apreendidas. A carga foi avaliada em 7 milhões de euros, aproximadamente R$ 48 milhões. Ainda não há informações sobre o ponto exato da costa catarinense onde as embarcações iniciaram a rota.
Ação internacional monitorou rota marítima até a Europa
A operação foi coordenada pela Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária de Portugal, com apoio do Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N). A investigação indicou que o transporte ilegal já estava em curso e tinha como destino final a Europa.
A Polícia Federal brasileira informou que os barcos escondiam a droga de forma dissimulada. Todos os tripulantes foram presos por autoridades portuguesas, que encaminharam o caso para procedimentos legais no país.
De acordo com o portal TSF Rádio-Notícias, nenhum dos 10 brasileiros tinha antecedentes criminais. Cinco deles já passaram por interrogatório judicial e tiveram prisão preventiva decretada; os demais ainda serão ouvidos.
Droga seria entregue em alto mar para embarcações de alta velocidade
Durante coletiva em Funchal, o representante da Polícia Judiciária portuguesa, Artur Vaz, afirmou que a cocaína seria “transferida em alto mar para embarcações rápidas, responsáveis por introduzi-la na Península Ibérica e, posteriormente, distribuí-la para outros países europeus”.
O comandante Ricardo Sá Granja, da Marinha Portuguesa, destacou a dimensão da operação, que exigiu o percurso de 3.935 milhas náuticas (cerca de 7.280 km) e mais de 339 horas de empenho direto de militares.
A ação contou com cooperação entre Brasil, Portugal, França, EUA e órgãos internacionais de combate ao narcotráfico.