12/11/2025 | 05:59 | Polícia 3 min de leitura
Pais de uma menina de dois anos foram informados pela prefeitura, que investiga a conduta da profissional. Em setembro, duas mulheres que atuam no mesmo local foram denunciadas por lesão corporal contra menino
Imagens de câmeras de segurança mostram uma educadora agredindo uma menina de dois anos em uma escola municipal de Paraí, na serra gaúcha. O episódio teria ocorrido em agosto e seria o segundo caso de violência registrado na instituição neste ano. A servidora foi afastada, e a prefeitura instaurou processo administrativo para apurar a conduta.
Nas imagens, é possível ver uma educadora agarrando a menina e, em outro momento, puxando o cabelo de outra criança. Segundo o pai, a menina faz parte da mesma turma onde, em abril, duas profissionais foram flagradas agredindo um menino de um ano e oito meses.
As duas foram indiciadas por tortura após a conclusão da investigação em setembro e, no mesmo mês, denunciadas pelo Ministério Público pelo crime de tortura qualificada. O MP aponta que o crime foi praticado com lesão corporal, tendo como vítima uma criança, e com causa de aumento de pena por ter sido cometido por agentes públicos. A denúncia foi recebida pelo judiciário e elas já respondem à ação penal, que aguarda a audiência de instrução.
De acordo com o pai, após o primeiro caso, a prefeitura iniciou uma revisão das gravações das câmeras instaladas na escola para identificar possíveis novos episódios de violência. Conforme os registros eram analisados, as famílias das crianças envolvidas eram contatadas.
— Foi um mês de omissão da agressão por parte da escolinha na pessoa da diretora e do poder público municipal. Minha filha vai até o final do ano para a mesma escola, depois vai para outra. Ela mudou muito depois do ocorrido. Estamos levando ela em uma psicóloga infantil — relata o pai.
Segundo ele, a prefeitura teria orientado os responsáveis a não registrarem boletim de ocorrência, alegando que o próprio poder público tomaria essa providência. No entanto, o boletim só foi formalizado após insistência da família, em 11 de setembro.
A menina, que hoje tem quase três anos, frequenta a escola desde os quatro meses. O pai conta que ela chegou a relatar que teria sido agredida por uma professora, mas ele não acreditou inicialmente, pois a profissional já estava afastada há cerca de um mês.
— Ela está bem, mas o que eu, como pai, senti e sigo sentindo é horrível. Não fiz justiça com minhas mãos pois minha filha precisa de mim. Eu vou até o final, quero justiça. E não vou parar até não haver justiça — completa.
A prefeitura de Paraí informou que adotou o mesmo protocolo do caso anterior: a servidora foi afastada no mesmo dia em que o fato chegou ao conhecimento da administração. Um processo administrativo foi aberto em agosto e concluído em outubro. A educadora permanece afastada e a exoneração está em análise, afirma a administração.
A prefeitura também destacou que instalou 60 câmeras em salas de aula e áreas comuns de duas escolas municipais. Além disso, foi criado um centro de monitoramento que funciona das 6h às 18h, durante todo o horário de expediente.
As educadoras do primeiro caso revelado foram indiciadas por tortura após a conclusão da investigação em setembro e, no mesmo mês, denunciadas pelo Ministério Público pelo crime de tortura qualificada. O MP aponta que o crime foi praticado com lesão corporal, tendo como vítima uma criança, e com causa de aumento de pena por ter sido cometido por agentes públicos. A denúncia foi recebida pelo judiciário e elas já respondem à ação penal, que aguarda a audiência de instrução.