05/11/2025 | 06:11 | Polícia 2 min de leitura
MPRS detalha denúncia contra Ricardo Jardim por feminicídio de Brasília Costa e reforça que o caso deve ser tratado como ''Caso Bia'', destacando a gravidade do crime e a reincidência do acusado.
Em entrevista coletiva ocorrida nesta segunda-feira, 3 de novembro, em Porto Alegre, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou que denunciou Ricardo Jardim, 66 anos, por matar, esquartejar e esconder parte do corpo da namorada em uma mala na rodoviária de Porto Alegre. A vítima é Brasília Costa, 65 anos, conhecida por amigos e familiares como Bia.
Estiveram presentes o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz; a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Isabel Guarise Barrios; os coordenadores do Centro de Apoio Operacional do Júri, Marcelo Tubino, e Criminal e de Acolhimento às Vítimas, Alessandra Moura Bastian da Cunha; além das promotoras de Justiça responsáveis pela denúncia apresentada ao Poder Judiciário: Luciana Casarotto, titular da ação; e Luciane Wingert, designada para atuar no caso por já ter acompanhado processo anterior envolvendo o investigado.
O procurador-geral Alexandre Saltz disse que “este é um crime que chocou a todos por várias razões, pela crueldade, pela forma como ocorreu e por situações que apareceram. Uma delas foi um fato cometido por uma pessoa que deveria estar presa e, mais recentemente, pelo vazamento de depoimentos, algo que prejudica a instrução e expõe situações próprias do processo. Este vazamento, inclusive, está sendo investigado”.
Já promotora Luciana Casarotto, ressaltou: “Até agora, se falou muito do investigado, mas hoje, o MPRS está com a voz de Brasília Costa. Peço que não tratem mais de caso da mala, não é uma mala, é uma mulher de 65 anos covardemente morta e tem nome, Brasília Costa. E nossa proposta é chamarmos de Caso Bia.”
A promotora Luciane Wingert lembrou ainda que “o fato de Ricardo Jardim ter sido condenado pela morte violenta da mãe fará com que ele tenha uma pena mais elevada, no caso de condenação no Caso Bia, gerando uma reincidência específica e interferindo na execução da pena, reduzindo a possibilidade de liberdade”.