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20/10/2025 | 06:15 | Polícia 2 min de leitura

PF encontra frota de luxo de quase R$ 28 milhões em grupo investigado na ''Farra do INSS''

Esquema teria desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentados; Ferrari, Porsches e BMWs estão entre os 29 carros registrados em nomes dos investigados

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Esquema teria desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentados; Ferrari, Porsches e BMWs estão entre os 29 carros registrados em nomes dos investigados
PF / Divulgação

A Polícia Federal identificou uma frota de carros de luxo avaliada em quase R$ 28 milhões pertencente ao grupo de jovens ricos investigados na chamada “Farra do INSS”, esquema que teria realizado descontos indevidos em contracheques de aposentados e pensionistas de todo o país.

A descoberta ocorreu durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada no início do mês. Segundo as investigações, o grupo pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões de milhões de beneficiários do INSS.

Ferrari, Porsches e BMWs fazem parte da frota

De acordo com apuração do portal Metrópoles, foram identificados 29 veículos de alto padrão registrados em nomes de investigados, familiares ou empresas ligadas às associações envolvidas no golpe. Entre os carros, estão:

  • 1 Ferrari F8 Spider
  • 16 Porsches
  • 5 BMWs
  • Modelos da Mercedes-Benz, Audi e Land Rover

Os valores individuais dos veículos variam de R$ 339 mil a quase R$ 4 milhões, totalizando aproximadamente R$ 28 milhões em patrimônio automotivo.

Entidades ligadas ao grupo arrecadaram R$ 700 milhões

Os veículos estão vinculados a pessoas com ligação direta ou indireta às seguintes entidades:

  • Amar Brasil Clube de Benefícios (Amar Brasil)
  • Master Prev
  • Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP)
  • Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (Asaap)

Essas instituições teriam arrecadado juntas R$ 700 milhões por meio de mensalidades descontadas automaticamente dos benefícios do INSS, muitas vezes sem autorização dos aposentados.

Para a PF, o padrão de vida de luxo do grupo investigado não condiz com a atividade declarada.

Fonte: Paulo Marques Notícias
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