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19/10/2025 | 08:08 | Polícia 2 min de leitura

Mulher é mantida presa por 8 dias por ''equívoco'' mesmo com ordem de soltura da Justiça no RS

Ela foi presa ao receber entrega com drogas pelo correio. Filho de 20 anos confessou que produto era para ele e que a mãe não sabia do conteúdo

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Ela foi presa ao receber entrega com drogas pelo correio. Filho de 20 anos confessou que produto era para ele e que a mãe não sabia do conteúdo
De acordo com o advogado da mulher, ela é mãe de um jovem de 20 anos e de uma criança de um ano. Gustavo Locateli / Arquivo Pessoal

Uma mulher foi mantida presa por oito dias no RS mesmo após a Justiça do Estado determinar sua soltura. A mulher de 43 anos, que pede para não ser identificada, ficou presa preventivamente no Presídio Regional de Santa Maria entre 23 de setembro e 2 de outubro por suspeita de tráfico de drogas, apesar de uma ordem de soltura ter sido emitida em 25 de setembro.

De acordo com documento obtido pelo g1, a Polícia Penal do RS, órgão do governo que é responsável pelas casas prisionais do Estado, admite à Justiça "equívoco no nosso protocolo de recebimento e processamento da decisão, o que culminou com o cumprimento em atraso da decisão judicial".

Procurado pelo g1, o órgão afirma que o caso está sendo apurado pela Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário. Já o Tribunal de Justiça do RS não respondeu até a última atualização da reportagem.

De acordo com o advogado da mulher, ela é mãe de um jovem de 20 anos e de uma criança de um ano. Ela teria sido detida pela Brigada Militar (BM) em Júlio de Castilhos, na Região Central do RS, ao receber pelos correios uma encomenda com maconha. A mulher foi transferida para a Penitenciária de Santa Maria porque no Presídio de Júlio de Castilhos não há ala feminina.

Ainda segundo a defesa da mulher, o filho de 20 anos dela teria confessado à polícia no mesmo dia que a encomenda seria para ele e que a mãe não sabia do conteúdo do pacote. Dois dias depois, a Justiça determinou sua soltura, com uso de tornozeleira eletrônica, o que só foi cumprido pela penitenciária oito dias depois.

No mesmo documento obtido pelo g1, a Polícia Penal afirma que "por força de tal evento, estamos revisando os procedimentos adotados, com reuniões de alinhamento e reforço de protocolos como forma de evitar equívocos similares, como também possibilitar correções mais céleres".

Fonte: GZH
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