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09/10/2025 | 07:45 | Polícia 2 min de leitura

Polícia Federal realiza nova fase de operação que investiga fraudes no INSS

São cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, a maioria em São Paulo

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São cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, a maioria em São Paulo
PF cumpre 66 mandados de busca e apreensão em nova etapa da Operação Sem Desconto. Polícia Federal / Divulgação

Uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), é realizada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal (PF). São cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, a maioria no Estado de São Paulo.

Em etapas anteriores da operação, a polícia prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e o empresário Maurício Camisotti. Ambos são suspeitos de envolvimento em esquema que lesou aposentados e pensionistas.

A mesma operação também foi responsável pela apreensão de carros e itens de luxo de propriedade dos envolvidos nas fraudes.

Como funcionava o esquema

Segurados tinham mensalidade descontada por entidades que representam aposentados e pensionistas conveniados com o INSS em troca de benefícios, como auxílio funerário, odontológico e psicológico, além de colônias de férias, academia e consultoria jurídica. Isso ocorria de forma regular, desde que o beneficiário estivesse de acordo e a conveniada agisse conforme a lei. No entanto, alguns aposentados e pensionistas do INSS tinham descontos mensais indevidos.

O valor seria cobrado como se eles fossem membros regulares de associações de aposentados e estivessem cientes dessas retiradas de valores. No entanto, eles não haviam se associado e sequer autorizado esses descontos.

O esquema era amplo e envolvia corretores, associações de aposentados e o vazamento de informações pessoais de segurados. A prática fraudulenta foi detalhada em uma série de reportagens do Grupo de Investigação da RBS (GDI).

Durante a operação inicial, em abril, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e posteriormente demitido do cargo. Além dele, outros cinco servidores públicos — a maioria com vínculos diretos com o instituto — também foram afastados de suas funções.

Fonte: GZH
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