01/09/2025 | 07:38 | Polícia 2 min de leitura
Segundo a investigação, Carlos Alberto Serba Varreira e Renato Carlos Walter mantiveram falso proprietário em duas firmas que têm R$ 60 milhões em contratos com o governo do RS
A insistência em usar falsos sócios para supostamente gerenciar empresas que têm contratos com o poder público fez a Polícia Civil desencadear nesta segunda-feira (1º) mais uma operação contra empresários que estariam há anos se beneficiando de negócios por meio do uso de laranjas.
Os dois investigados tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça por suspeita de serem articuladores de um esquema de fraude em licitações, falsidade documental e ideológica e associação criminosa. Eles já foram investigados na Operação Camilo, da Polícia Federal, e na Laranjal, do Ministério Público Estadual (MP-RS).
Para os investigadores, mais uma vez, a dupla teria usado um laranja para constar como dono de duas empresas que têm contratos com o governo do Estado no valor aproximado de R$ 60 milhões, quantia empenhada desde 2023. Do total, já foram pagos R$ 33,2 milhões pelo executivo estadual.
Na ofensiva da manhã desta segunda-feira, denominada Operação Laranjal 2, policiais cumprem, além das ordens de prisão contra os dois, mandados de busca e apreensão em endereços em Porto Alegre e em Mostardas, no Litoral Sul. O trabalho é da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública.
Também é alvo da ação o homem que teria emprestado o nome para constar como sócio das empresas. Levantamento da polícia indicou que o suspeito vive em uma casa de madeira modesta, não tem Carteira Nacional de Habilitação, nem veículos registrados em seu nome. Na residência dele, durante campanas, policiais viram que Leandro tem uma carroça e cavalos.
Segundo a investigação, com as duas empresas, Porto acumulava capital social de aproximadamente R$ 1,4 milhão, valor incompatível com o padrão de vida que tem.