28/08/2025 | 12:17 | Polícia 2 min de leitura
Receita Federal estima que a facção tenha movimentado R$ 52 bilhões por meio de mil postos de combustíveis distribuídos em 10 estados entre 2020 e 2024
A Receita Federal revelou nesta quinta-feira (28) que identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários) com patrimônio superior a R$ 30 bilhões que são controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A descoberta faz parte da megaoperação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
O esquema era operado diretamente da Faria Lima, avenida na cidade de São Paulo que abriga diversas empresas de investimento, segundo o g1. Foram cumpridos 42 mandados em corretoras, empresas e fundos ligados ao esquema na região.
A Receita Federal estima que o grupo criminoso tenha movimentado R$ 52 bilhões por meio de mil postos de combustíveis distribuídos em 10 estados (SP, BA, GO, PR, RS, MG, MA, PI, RJ e TO) entre 2020 e 2024 .
As investigações apontam que os fundos foram usados para ocultar patrimônio e financiar a compra de ativos estratégicos. Entre eles:
A operação identificou que os fundos eram fechados, com apenas um cotista, geralmente outro fundo, criando camadas de ocultação. A facção também utilizava fintechs como bancos paralelos, movimentando bilhões de reais em contas não rastreáveis. Uma das empresas investigadas, segundo o g1, o BK Bank, teria movimentado R$ 46 bilhões.
Segundo o g1, também estão envolvidas no esquema as empresas:
Sobre a blindagem de patrimônios, a Receita destacou que "os valores eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs, empresas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais".
Um dos principais eixos da fraude passaria pela importação irregular de metanol. De acordo com investigação, o produto que chegava ao país não era entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais, mas desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta.
Esta substância era utilizada para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.