07/08/2025 | 15:02 | Polícia 2 min de leitura
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Novo Hamburgo e Canoas
A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (7) operação no Rio Grande do Sul contra suspeitos de cometerem estelionato, envolvendo o INSS. Ordens judiciais foram cumpridas em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, e em Canoas, na Região Metropolitana.
Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, nas residências de investigados. Ninguém foi preso na ação.
A apuração se iniciou após um suposto curador (uma pessoa nomeada judicialmente para administrar os benefícios previdenciários de alguém que foi interditado) solicitar o recebimento do saldo do benefício de aposentadoria de uma pessoa já falecida.
Conforme a investigação, esse suspeito, que é morador de Novo Hamburgo, foi cadastrado indevidamente no banco de dados do INSS. A polícia ainda apura se ele está envolvido na aplicação da fraude ou se teve o nome usado indevidamente por estelionatários.
Há indícios de que esse investigado possa estar envolvido, mas o caso segue em apuração. Segundo a PF, o suposto curador não tinha qualquer vínculo de parentesco com a pessoa falecida.
Durante a investigação, a PF descobriu que a inserção dos dados, que permitiu o recebimento indevido do benefício, ocorreu por meio de acesso ao portal Meu INSS. Esse acesso foi realizado a partir de dispositivos e contas em plataformas digitais, utilizados por um morador da Região Metropolitana.
Conforme a PF, esse mesmo homem também foi responsável pela manipulação de outros benefícios, em situações similares. A investigação descobriu que esse investigado tentou acessar os dados de outros segurados, da mesma forma que no caso apurado inicialmente. Ele tentou acessar a plataforma Meu INSS, fazendo-se passar por terceiros.
Durante a operação desta quinta-feira, foram apreendidos celulares e documentos nas casas dos investigados.
— A análise das informações poderá confirmar a conduta criminosa, com o uso dos dos aparelhos ou de plataformas digitais utilizadas pelos envolvidos — explica o delegado Iuri de Oliveira, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários.