12/07/2025 | 05:07 | Polícia 2 min de leitura
A vítima foi identificada como Micael Douglas Muller, 28 anos. Caso aconteceu em junho
A mulher de 29 anos que relatou à polícia ter matado o ex-namorado a facadas foi presa preventivamente na quinta-feira (10). O crime aconteceu em Igrejinha, no Vale do Paranhana, no mês de junho.
Ela foi presa em Capão da Canoa, no Litoral Norte. O homem, de 28 anos, foi encontrado sem vida, com diversos ferimentos provocados por arma branca na região do tórax. A vítima foi identificada como Micael Douglas Muller, 28 anos.
Após o crime, a suspeita se apresentou à Delegacia de Polícia de Igrejinha, acompanhada de advogado. Na ocasião, ela afirmou que teria agido em legítima defesa, após supostamente ter sido agredida e ameaçada de morte dentro da casa do homem, de acordo com a polícia.
No entanto, conforme a Polícia Civil, a investigação "obteve elementos probatórios contundentes, como depoimentos, laudos periciais e extrações de dados telemáticos, os quais fundamentaram a representação pela prisão preventiva da investigada".
O advogado da família de Micael, Luiz Fernando Cunha, publicou um vídeo no Instagram, comentando que o crime "foi uma execução", e não legítima defesa.
— O Micael era um guri novo, 29 anos, um guri bem apessoado, um guri que gostava de namorar bastante, era um guri que não queria compromisso com mulheres, um guri solteiro, com muitos amigos, um guri querido. E agora está na mídia que ele atacou a namorada e que ela só se defendeu — comentou Cunha.
De acordo com o advogado, a versão da suspeita, de legítima defesa, não é coerente:
— A legítima defesa é uma agressão injusta, atual e iminente, ou seja, eu não posso matar alguém crendo que essa pessoa vai me matar no mês que vem, ou semana que vem — disse no vídeo.