27/06/2025 | 14:04 | Polícia 2 min de leitura
Polícia Civil trabalha com hipótese de feminicídio. Delegacia deve concluir inquérito em 10 dias
As evidências ao redor da morte de Ângela Vanessa Grosse da Silva, 32 anos, ocorrida na tarde de quinta-feira (26) em São Luiz Gonzaga, no noroeste gaúcho, não deixam dúvidas: a principal linha de investigação é de foi feminicídio, disse a delegada à frente do caso, Tânea Regina Bratz, da Delegacia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV) da cidade.
Ângela morreu enquanto recebia atendimento médico depois que o carro em que estava bateu em um caminhão. Ela foi socorrida após o acidente, mas a equipe identificou um ferimento incomum: a mulher tinha um ferimento de arma branca no peito. Após a análise, o acidente foi descartado como causa da morte.
O companheiro da vítima relatou à Polícia Civil que estava levando Ângela ao hospital por causa do ferimento quando se envolveu no acidente. Ele é tratado como suspeito e foi encaminhado ao Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga.
Na residência do casal, que morava há pouco tempo em São Luiz Gonzaga, a polícia encontrou sinais de sangue. Segundo a polícia, não haviam medidas ou ocorrências em relação ao suspeito.
Segundo a delegada, dois dos seis filhos da vítima, de três e cinco anos, relataram à polícia que o padrasto agrediu Ângela com uma faca em meio a uma discussão sobre fotos no celular:
— Ouvimos outras duas crianças que estavam na escola no momento da agressão, antes de terem conhecimento da morte da mãe. Elas relataram que o homem já era agressivo anteriormente, usava uma faca na cintura e já havia colocado (a faca) no pescoço da mãe. Então não restam dúvidas: nossa linha de investigação é que trata-se de um feminicídio.
Segundo a delegada, o inquérito policial deve ser concluído em 10 dias. Ângela deixa seis filhos.