28/05/2025 | 14:18 | Polícia 2 min de leitura
Cinco foram presos na ofensiva contra a organização que mantinha tabela com valores para cada possível vítima, dependendo da função de cada uma
Cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (28) suspeitos de integrarem uma organização criminosa envolvida com espionagens e assassinatos por encomenda. Além das prisões, realizadas em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, armas foram apreendidas.
O grupo criminoso, que de acordo com a PF se autointitulava Comando C4 ou Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos, contava com a participação inclusive de militares ativos e da reserva.
Conforme apurado pela Globo News, os valores cobrados pelo grupo para cada assassinato variam de R$ 50 mil até R$ 250 mil e era definido pela função de cada possível vítima. Os preços eram colocados em uma tabela impressa.
O planejamento para a execução dos crimes incluía locação de imóveis, uso de disfarces, garotas e garotos de programa como isca e drones.
O grupo listou também materiais e veículos que poderiam ser acionados nas operações:
A descoberta deste grupo aconteceu durante a investigação a morte do advogado Roberto Zampieri, executado com 12 tiros na porta de seu escritório em Cuiabá, capital do Mato Grosso, em dezembro do ano passado.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Além das ordens de prisão, há quatro ordens de monitoramento eletrônico e seis de busca e apreensão.