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28/05/2025 | 14:18 | Polícia 2 min de leitura

Grupo alvo de operação da PF que cometia assassinatos por encomenda cobrava R$ 250 mil por morte de ministro do STF

Cinco foram presos na ofensiva contra a organização que mantinha tabela com valores para cada possível vítima, dependendo da função de cada uma

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Cinco foram presos na ofensiva contra a organização que mantinha tabela com valores para cada possível vítima, dependendo da função de cada uma
Prisões foram realizadas em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. PF / Divulgação

Cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (28) suspeitos de integrarem uma organização criminosa envolvida com espionagens e assassinatos por encomenda. Além das prisões, realizadas em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, armas foram apreendidas.

O grupo criminoso, que de acordo com a PF se autointitulava Comando C4 ou Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos, contava com a participação inclusive de militares ativos e da reserva.

Conforme apurado pela Globo News, os valores cobrados pelo grupo para cada assassinato variam de R$ 50 mil até R$ 250 mil e era definido pela função de cada possível vítima. Os preços eram colocados em uma tabela impressa. 

  • Figuras normais: R$ 50 mil
  • Deputados: R$ 100 mil
  • Senadores: R$ 150 mil
  • Ministros / Judiciário: R$ 250 mil

O planejamento para a execução dos crimes incluía locação de imóveis, uso de disfarces, garotas e garotos de programa como isca e drones. 

O grupo listou também materiais e veículos que poderiam ser acionados nas operações:

  • 5 fuzis de "snipper" com silenciado
  • 15 pistolas com silenciador
  • munição
  • lança-rojão tipo AT 34 de ombro
  • minas magnética e explosivos com detonação remota
  • 5 veículos Doblo usados
  • 5 carros pequenos/médios
  • placas frias

Investigação da morte de advogado

A descoberta deste grupo aconteceu durante a investigação a morte do advogado Roberto Zampieri, executado com 12 tiros na porta de seu escritório em Cuiabá, capital do Mato Grosso, em dezembro do ano passado. 

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Além das ordens de prisão, há quatro ordens de monitoramento eletrônico e seis de busca e apreensão.

Fonte: GZH
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