22/05/2025 | 06:33 | Polícia 3 min de leitura
Ataque aconteceu na noite desta quarta-feira; atirador foi detido e identificado como Elias Rodriguez, 30 anos
Dois membros da embaixada israelense nos Estados Unidos foram mortos a tiros perto de um museu judaico em Washington na noite desta quarta-feira (21).
"Dois funcionários da embaixada israelense foram assassinados sem sentido esta noite perto do Museu Judaico em Washington, D.C. Estamos investigando ativamente e trabalhando para reunir mais informações para compartilhar", postou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, na rede X.
As vítimas, de acordo com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, são Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim. Os dois eram namorados.
Os tiros foram disparados na calçada, em frente ao Museu Judaico, no que autoridades israelenses descreveram como um ato de antissemitismo.
Conforme autoridades locais, o atirador foi detido e identificado como Elias Rodriguez, 30 anos. De acordo com a polícia, o suspeito gritou "Palestina livre" enquanto estava sob custódia.
O homem foi visto caminhando do lado de fora do museu. A polícia informou que ele tentou entrar no evento que ocorria, mas foi barrado pelos seguranças.
O alvo do ataque seria uma recepção organizada pelo museu para jovens profissionais e diplomatas credenciados em Washington.
"O American Jewish Committee confirma que organizou um evento no Museu Judaico de Washington esta noite", afirmou em um comunicado o presidente do comitê, Ted Deutch. "Estamos devastados com um ato de violência indescritível que ocorreu em frente ao local".
"O tiroteio mortal que ocorreu do lado de fora do evento no Museu Judaico em Washington, DC — que também feriu funcionários da embaixada israelense — é um ato depravado de terrorismo antissemita", disse o enviado israelense às Nações Unidas, Danny Danon, em um comunicado.
"Confiamos que as autoridades americanas tomarão medidas enérgicas contra os responsáveis ​​por este ato criminoso. Israel continuará a agir decisivamente para proteger seus cidadãos e representantes, em todo o mundo", finalizou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao atentado nas redes sociais:
"Estes assassinatos horríveis em Washington, D.C., obviamente motivados pelo antissemitismo, devem acabar, AGORA!", publicou Trump em sua plataforma Truth Social. "Ódio e radicalismo não têm lugar nos Estados Unidos", acrescentou.
O secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu que os responsáveis serão encontrados. "Nós os levaremos à Justiça", publicou na rede social X, após o que chamou de um "ato descarado de violência covarde e antissemita".
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o reforço da segurança das missões diplomáticas de seu país em todo o mundo e atribuiu o ataque à "incitação selvagem à violência contra o Estado de Israel".