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23/04/2025 | 16:37 | Polícia 2 min de leitura

Três pessoas estão na UTI após comerem torta supostamente envenenada em Belo Horizonte

A prefeitura da capital disse que interditou nesta quarta (23) o estabelecimento que produziu o alimento por não possuir alvará sanitário

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A prefeitura da capital disse que interditou nesta quarta (23) o estabelecimento que produziu o alimento por não possuir alvará sanitário
Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada na terça-feira depois que um casal e uma idosa deram entrada no hospital. Polícia Militar de Minas Gerais

Três pessoas estão internadas em estado grave na UTI após comerem uma torta supostamente envenenada de uma padaria em Belo Horizonte. A Polícia Militar foi acionada na terça-feira (22) por hospitais da capital e de Sete Lagoas, a 70 km de Belo Horizonte, após um casal de 23 e 24 anos e uma mulher de 75 anos darem entrada com sinais de envenenamento. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O casal, morador de Sete Lagoas, havia visitado a casa da idosa em Belo Horizonte na segunda-feira (21) e passou mal na madrugada do dia seguinte, após retornar à cidade. Eles foram encaminhados à UTI, onde estão entubados em estado grave, segundo a Polícia Militar.

A idosa precisou ser reanimada pelo próprio filho na manhã de terça (22) e também está em estado grave, internada em um hospital de Belo Horizonte.

De acordo com o boletim de ocorrência, familiares relataram que os três haviam consumido uma torta de frango e uma empada compradas no estabelecimento.

Segundo relatos de familiares à PM, a equipe médica suspeita de envenenamento por uma substância que ainda será identificada por exames. A perícia esteve na padaria e recolheu amostras dos alimentos vendidos no local.

Torta azeda com cheiro forte

A Prefeitura de Belo Horizonte disse que interditou nesta quarta (23) o estabelecimento por não possuir alvará sanitário, além de ter encontrado irregularidades de higiene e estrutura sanitária. 

Os funcionários do local relataram à polícia que na segunda-feira (21), horas após a compra dos alimentos, as vítimas retornaram ao estabelecimento para reclamar que a torta estava azeda. O dinheiro da compra foi devolvido após os funcionários notarem um forte cheiro no produto. 

Eles afirmaram à PM que os salgados foram congelados após a produção no sábado (19) e que eram aquecidos no momento da venda ou para exposição na estufa.

Padeiro não foi localizado

O dono da padaria afirmou à Polícia Militar que o padeiro responsável pela preparação dos produtos trabalhou apenas seis dias como funcionário temporário, até domingo (20). Além de dizer que não possui o contato nem o endereço do profissional, o empresário informou à polícia que o pagamento foi feito em dinheiro e, portanto, não há comprovante.

Questionado sobre as imagens de segurança, ele alegou que as câmeras foram danificadas em um incêndio recente. O empresário foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Fonte: GZH
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